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Subsistema Eletrônico e os Recursos Humanos

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Pesquisa realizada no final de 2005 ratificou que é fundamental a preocupação no momento de implantar subsistemas eletrônicos em locais que possuam segurança humana, pois existe uma visão generalizada que implantação de alarmes e ctfvs levam, obrigatoriamente, à redução de postos de serviço.

Os vigilantes entrevistados demonstraram não conhecer o funcionamento destes subsistemas de segurança, mas afirmaram que eles são fontes de desemprego. O universo da pesquisa foi de 700 vigilantes e os principais dados obtidos foram:

* 85% dos vigilantes não sabem quais são os componentes do subsistema de alarme;
* 95% dos vigilantes não sabem quais são os componentes do subsistema de cftv;
* 90% dos vigilantes afirmaram que cftv ajuda nas suas atividades;
* 95% dos vigilantes afirmaram que alarme ajuda nas suas atividades;
* 45% dos vigilantes afirmaram que estes subsistemas levam a redução de efetivo.

Os números apresentados são suficientes para percebermos que é necessário treinar os vigilantes no tema segurança eletrônica, pois não é admissível que profissionais do setor não conheçam o funcionamento destes subsistemas. Esta falta de conhecimento leva estes profissionais a desenvolverem paradigmas prejudiciais ao setor, tais como:

* As câmeras só servem para vigiar o vigilante;
* Câmeras e alarmes só servem para desempregar o vigilante.

A falta de preocupação com relação à interação dos recursos humanos com os subsistemas eletrônicos é visível quando percebemos que a grande maioria dos vigilantes entrevistados afirmaram que estes subsistemas ajudam no seu dia-a-dia, mas ao mesmo tempo eles afirmam que as câmeras só servem para vigiá-los. Esta situação é agravada quando o cliente opta por ter empresas distintas em termos de segurança humana e eletrônica. É difícil existir uma interação perfeita entre as duas empresas, surgindo a sensação de que uma está vigiando a outra, principalmente a empresa de segurança eletrônica em relação aos vigilantes.
É preciso treinar a equipe de segurança bem como deixar claro quais os objetivos que serão alcançados com a implantação dos subsistemas eletrônicos. Além disso, é importante que os equipamentos instalados sejam apresentados aos vigilantes demonstrando quais as vantagens para o cliente e para eles, vigilantes, com a esta implantação. Caso sejam empresas diferentes, é importante não despertar a sensação de que uma veio para vigiar a outra.
Estas preocupações básicas e entender que segurança é um sistema são premissas fundamentais para a solução de segurança existente no cliente minimize os riscos e desperte em todos a sensação de segurança.

*Nino Ricardo Meireles, é consultor de Segurança Empresarial, palestrante especializado em Segurança e professor universitário. E-mail: ninomeireles@nrm.pro.br
Written by: Nino Ricardo Meireles Terça, 11 Maio 2010 01:24 Actualizado em Terça, 11 Maio 2010 01:39
 

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